Na pior posição de todas

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É o revisor quem mais sofre com as derrotas de um texto. Ele é o último homem (ou a última mulher) a ler o livro antes da fase de impressão gráfica, quando não há retorno…

Monteiro Lobato dizia que a tarefa do revisor de textos era das mais ingratas. Que o erro ou a falha se escondiam durante o processo de confecção do livro para, depois de tudo pronto, aparecer na primeira página aberta, como um saci danado, pulando, debochando do revisor.

O revisor é um caçador de distrações. Uma de suas maiores alegrias (em que há uma pitada de vaidade) é encontrar deslizes do autor, perceber as gralhas que ninguém viu antes, corrigir detalhes que iam passar despercebidos.

  • O revisor revisa com amor.
  • O revisor sai de manhã, caneta em punho, em busca de verbos mal conjugados e vírgulas fugitivas.
  • O revisor revisa com dor.
  • O revisor chega em casa, à noite, com o coração cheio de parágrafos amputados e tópicos frasais remendados.
  • O revisor revisa com ardor.

O revisor enfrenta moinhos de vento que de fato moem o vento de palavras que o vento não leva. Madrugadas insones, manhãs e tardes quentes, noites chuvosas, o revisor vai pulando as linhas e entrelinhas do texto em busca das ciladas armadas sabe Deus por quem.

O revisor entrega o seu trabalho bem suado e abençoado. Recebe as moedas de prata que são, na verdade, moedas de ouro. Recolhe seus instrumentos de caça, enxuga o rosto, sorri. Sabendo que o autor poderá reclamar de suas intervenções, que poderá referir-se ao revisor, gritando: quem mexeu no meu texto?! O mérito da frase perfeita é do autor. O crime do erro cometido será do revisor.

O revisor, porém, não se considera um injustiçado.

O revisor vitimista abandonou a profissão no primeiro dia.

O verdadeiro revisor sabe que nasceu para ficar ali, na pior posição de todas.

Oços do ofíssio.

(Adaptado de Gabriel Perissé)

O que é ser revisor de texto?

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Ser revisor de textos como principal ocupação profissional é ter uma vida diferente. É ver menos pessoas do que na maior parte dos outros trabalhos. É estar em casa grande parte do tempo. É não ter horários, mas prazos. É gozar do prazer de passar os dias a ler e ainda ser pago por isso. Um revisor é, por imperativo profissional, um leitor onívoro. Um especialista das engrenagens da língua, desde as suas estruturas maiores até às suas partículas mais ínfimas, aos seus ossinhos e parafusos.
por: Manuel M. Monteiro

Projetos recentes

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Faz um bom tempo que não me sobra disponibilidade para a atualização sobre os projetos profissionais. Vou me policiar para fazer isso mais frequentemente.

Aqui vão alguns trabalhos interessantes que venho realizando mensalmente:

• Revisão de parte das matérias do site Gazeta Central.

• Revisão da revista Reciclagem & Sustentabilidade, da Arteccom.

• Revisão da revista Giro Rural.

Logo, publico uma relação completa.

Novidades sobre a gatinha

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A gatinha da campanha realizada em maio/11, juntamente com a ONG Anima!,  está ótima! Agora, ela se chama Miss Deise e até já tem uma tutora! =)

Isso tudo graças às colaborações que arrecadamos.

Mais uma vez, gostaria de agradecer a todos que forneceram medicamentos e/ou deixaram suas contribuições em dinheiro. Sem essa ajuda, não só essa, mas muitos animaizinhos não teriam chances.

foto_tratada_02

Ah! A Miss Deise é toda serelepe e adora subir no telhado!

Planeta Terra – ingresso!

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Dia 5 de novembro de 2011 teremos, em São Paulo, mais uma edição do festival Planeta Terra. Deixei para a última hora e os ingressos acabaram.

Mentira, deixei para comprá-lo no mesmo dia em que começaram as vendas, no meu horário de almoço, mas poucas horas depois estavam esgotados.

Por muita, muita sorte consegui um ingresso, mas ainda preciso de outro. Se souberem de alguém vendendo, por favor avisem-me. Basta deixar um comentário ou entrar em meu site profissional, pois lá há as formas de contato.

E seja o que deus quiser! ; )

Lista de presentes

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Oi, pessoal! Aniversário se aproximando, então facilitarei o trabalho de todo mundo e adianto a minha wish list. Segue minha lista de presentes tão sonhados:

• Elasta-racha.
• Estrelinha da Mônica que acende na mão.

estreka

Facas bonitas.
• Canecas estilosas.
• Camiseta do Marília (MAC)
• Cinco metros de cortina.
• Jogo de sofá a prova de arranhadura de gatos.
• Aparelho de DVD que também rode filmes originais.
• Um ingresso para o festival Planeta Terra.
• Dois pares de ingressos para o SWU (segundo e terceiro dias).
• Passagem aérea para Reykjavík, Buenos Aires e/ou Santiago.
• Os R$ 5.000 que uma certa editora de São Paulo me deve há mais de um ano.
• Monitor LCD para o computador, desde com ótima resolução.
• Aparelho de som, desde que seja ótimo, com fios a prova de gatos.
• Um torturador amedrontador que fizesse meus amigos responderem aos meus e-mails de convites.
• Cadeira nova com encosto de braço, desde que ótima, para eu usar no meu trabalho.
• Carteira nova idêntica à que tenho.
• Cordas Ernie Ball para contrabaixo.
• Bolo. Eu sempre quero bolo. Hmmm!!

• Facas bonitas.
• Canecas estilosas.
• Camiseta do Marília (MAC)
• Cinco metros de cortina.
• Jogo de sofá a prova de arranhadura de gatos.
• Aparelho de DVD que também rode filmes originais.
• Um ingresso para o festival Planeta Terra.
• Dois pares de ingressos para o SWU (segundo e terceiro dias).
• Passagem aérea para Reykjavík, Buenos Aires e/ou Santiago.
• Os R$ 5.000 que uma certa editora de São Paulo me deve há mais de um ano.
• Monitor LCD para o computador, desde com ótima resolução.
• Aparelho de som, desde que seja ótimo, com fios a prova de gatos.
• Um torturador amedrontador que fizesse meus amigos responderem aos meus e-mails de convites.
• Cadeira nova com encosto de braço, desde que ótima, para eu usar no meu trabalho.
• Carteira nova idêntica à que tenho.
• Cordas Ernie Ball para contrabaixo.
• Bolo. Eu sempre quero bolo. Hmmm!!

Gatinha operada com sucesso!

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A gatinha agredida em Marília-SP, do post abaixo, foi operada com sucesso! Quem diria que uma sexta-feira 13 seria a data da grande sorte de uma gatinha preta =)

Ela está se recuperando bem. Aliás, está bastante “espuletinha”. A missão agora é conseguir levantar o restante do valor para pagar a operação e o pós-operatório. Ainda precisamos de R$ 150 e, sobretudo, de um lar em que ela possa viver.

Se você deseja colaborar com medicamentos, ração ou dinheiro, ou mesmo se puder adotá-la, nós da ONG Anima! seremos eternamente gratos!

Informações: rgerdulli@gmail.com ou (14) 9163-3573 (Tim).

Confira as fotos:

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E muito muuuuito obrigado a todos que colaboraram! =D

Gatinha agredida precisa de ajuda

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Olá! Este post é por uma causa muito nobre. Sou colaborador da ONG Anima!, de Marília-SP, e, como não poderia deixar de ser, todo mês é uma batalha para conseguirmos levantar os fundos necessários para a manutenção das atividades. Mais que resgatar animais vítimas de maus-tratos e promover doações, precisamos alimentá-los, medicá-los e fornecer a assistência médica adequada.

Contudo, agora há uma urgência um pouco maior. Ontem, dia 12/05/11, resgatamos uma linda gatinha de quatro meses que foi covardemente agredida e abandonada. Ela teve toda sua pélvis quebrada e nem sequer conseguia fazer suas necessidades.

Como aqui em Marília não temos um hospital veterinário gratuito, a melhor cotação que obtivemos foi de R$ 350, sem contar o pós-operatório. No momento em que escrevo este texto ela está sendo submetida à cirurgia; agora, há a necessidade de arcar com os custos.

Pensei em publicar uma imagem da gatinha, mas talvez seja melhor evitar, pois é um pouco chocante.

Espero que sua compaixão nesta sexta-feira 13, data em que normalmente evitamos cruzar com gatos pretos, esteja aguçada, pois precisamos salvar essa coitadinha.

Conto com sua colaboração para a divulgação deste texto, para que consigamos alguém que a adote e, sobretudo, para que levantemos esse valor — que é apenas mais um extra na luta diária da ONG.

Qualquer informação, meu e-mail é rgerdulli@gmail.com e meu telefone, da Tim, (14) 9163-35373.

Muito obrigado.

O baile

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Saiu tarde do trabalho, como de costume, e foi caminhando para casa. Assim, economiza uns trocados e pensa que mantém a forma física, sentindo-se livre para comer como um porco em frente à TV. No meio do caminho, choveu forte, ensopando seu único tênis, o qual deveria usar em um compromisso mais tarde.

Chegou em seu apartamento e, logo da entrada, notou uma bela infiltração em toda a parede da sala. Xingou. Tirou toda a roupa molhada, deixando-a jogada do lado de fora. Entrou para pegar uma toalha e um balde. Viu que a parede de seu quarto também estava com infiltração. No meio da busca por fôlego, desistiu de xingar de novo.

Tomou um banho quente, derrubou espuma no olho, vestiu a melhor roupa e afirmou para si próprio que, apesar dos pesares, aquele ainda seria o dia.

Ao passar pela estante da sala, levantou a última lista telefonia para contar suas economias secretas. Esbravejou.

Com pouco dinheiro no bolso, de sandálias foi à lanchonete onde sua princesa jantava todas as noites de terça-feira. Pediu algo barato e ficou esperando ela chegar. Como de costume, chegou acompanhada das amigas, inibindo sua coragem para uma singela saudação. Elas se sentaram à mesa ao lado. Ele mal conseguiu comer seu pão com vinagrete na chapa; afinal, depois de tantos meses… Acabou virando o copo de coca no prato e desistiu do lanche.

Envergonhado, mesmo sem que ninguém o notasse, pegou uma folha de guardanapo e fez uma rosa. Foi ao caixa e, no caminho de volta, escondeu a rosa amassada no bolso. Não conseguiu, mais uma vez.

Voltou para casa cantando aos berros “I’m a loser, baby. So, why don’t you kill me?”. Ao passar pela guarita de seu apart-hotel, espiou a caixa de correspondências na busca por alguma outra conta. Porém, uma carta em seu nome. No destinatário ainda havia um “Ao querido…” Era da garota por quem foi apaixonado durante toda sua adolescência. A única que conseguiu arrancar uma declaração sua. Ela estava namorando, e aquilo o deixou intrigado. Seria algo bom?

Subiu as escadas tropeçando, nem sequer se lembrando mais do fiasco na lanchonete. Entrou em casa e não reparou nas infiltrações. Lavou as mãos, o rosto. Trocou de roupa. Tudo minuciosamente, para aumentar ainda mais aquela deliciosa ansiedade.

Abriu a carta. Era um comunicado de que ela se formaria e que fazia questão de sua presença no baile, no sábado. Porém, não havia o convite. Resolveu ligá-la para agradecer a lembrança. Ao procurar na agenda do celular, não achou o número. Recorreu à velha agendinha e sorteou um dos três números. Deu sorte.

Ela ainda estava com o cara, e também descobriu que o convite era caro. Aliás, muito caro, mas ele não queria deixar de ir. Precisava de alguma agitação e, embora nunca tivesse ido a um baile desses, sabia que eram animados.

No dia seguinte, matou o serviço, emprestou dinheiro de seus pais, reservou o convite e foi atrás de um terno para alugar. Andou por vários brechós, até ficar injuriado quando o dono de um deles, um sujeito que anos atrás tinha ido ao programa da Silvia Popovic, enfiou a mão em suas calças, procurando a etiqueta.

Questionou se realmente valeria a pena ir ao baile. Pensou por um segundo. Devolveu o dinheiro, voltou para casa e ligou o som.

* * * * *

É apenas ficção.

Trabalhos, filmes e Siddartha

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E chegou o grande dia da atualização do blog. Como pôde notar, ando meio sem tempo. E, quando escrevo “meio”, entenda “totalmente”.

Muita coisa aconteceu desde os últimos posts. Uma infinidade de interessantes trabalhos realizados. Muitas revisões, muitas traduções, clientes novos, alguns convites de trabalho fixo…

Assumi a revisão de boa parte do conteúdo do site Gazeta Central, com notícias de Rondônia. Muito bacana o trabalho, pois se trata de um jornal on-line bem dinâmico. Ainda finalizei mais uma edição da revista Wide, várias revisões de artigos e livros da Fonologia da Unesp de Marília-SP, algumas teses para o pessoal da USP e, no momento, estou envolvido em um livro sobre agronomia para a editora Paka-Tatu. Ah, também revisei todo o material didático de segundo bimestre da Editora Brasil Cultural (Sistema Gênese). Ufa!

Não sobra muito tempo, mas, sempre que possível, procuro assistir a algum filme. Indico o tão falado Bravura indômita, dos fantásticos irmãos Coen, e o menos famoso Hora de voltar (2005), com Natalie Portman e Zack Braff (do seriado Scrubs). Filminho maravilhoso, daqueles que, assim que terminam, já lhe bate uma saudade.

De resto, fiquei bastante contente ao saber que uma resenha minha (esta aqui) foi selecionada para sair no jornal do Clube de Cinema de Marília. Eu poderia escrever sobre qualquer filme, mas justamente o meu favorito (Brincando de seduzir) foi selecionado. O mais interessante disso tudo é que a película — sim, “película”, porque é de 1996 rs — não foi lançado em DVD no Brasil. Mesmo assim, se interessaram pela resenha.

Para finalizar o post, na anual festa Lollabartooza ocorreu a reunião da minha antiga banda Siddartha. Doze anos depois, lá estávamos Ian Bondezan, Paulo Argolo-Ferrão e Guilherme “Kemp” Modesto tocando novamente. Embora só por uma noite, foi bom para matar a saudade. Nunca quis parar de tocar. Mas, chega um momento em que você decide entre ganhar dinheiro ou se divertir, não é? Não conseguia mais conciliar as coisas.

Aliás, quando realmente “crescemos”, algumas escolhas precisam ser feitas. Deixamos tantas coisas de lado por falta de tempo. Muito triste. No momento, estou sofrendo, porque tenho muita vontade de voltar a escrever, e não me sobra disposição quando disponho de um momento livre. Tenho na cabeça algumas ideias interessantes de livros paradidáticos, e há até uma editora interessada, mas… Uma hora.

Abraços!

Dia do Revisor e do Diagramador

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Hoje, dia 28/03, comemora-se, em conjunto, o dia de dois dos principais responsáveis pelo processo editorial, o revisor e o diagramador.

Parabéns aos nobres colegas de ofício! Ou melhor, ofício não, neurose.

Fim do sufoco

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Ufa! A falta de atualização aqui do blog teve um motivo.

Acabou de chegar ao fim, neste momento, o período de maior correria da minha vida. Foram três meses malucos de trabalho incessante. Agora, a meta é pôr o sono em dia e programar uma viagenzinhaência para fora do Brasil. Mais de preferência ainda a algum lugar frio, muito frio. Não nasci para o calor, sério mesmo.

E, como não poderia deixar de ser, quero assistir a muito filmes!