Archive for maio, 2010

Virada Cultural Paulista 2010

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Infelizmente acabou. A ansiedade foi enorme, muita expectativa, e o evento valeu a pena. Queria que tivesse todo mês aqui em Marília.

Acho que fui a pessoa que mais aproveitou. Sábado às 18 já estava a postos. A primeira atração que vi foi o espetáculo Céu na Boca, com a Quasar Cia. de Dança. Na verdade, não gosto de dança, mas foi interessante mesmo assim.

Na sequência, circo, com“Felinos Adestrados”. Esperava mais. O número consistiu em um palhaço em pernas de pau “montando um burro”. Ele andava de um lado a outro tirando sarro das pessoas. Não funcionou.

Às 20 horas, no Clube de Cinema, assisti ao filme Tempos de paz, de Daniel Filho, com Tony Ramos e Dan Stulbach. Fenomenal! O melhor filme nacional que já vi, sem dúvida.

tempos-de-paz1

Uma hora e meia depois, em frente ao palco principal, houve o número dos malabaris Saltimbembe Mambembancos. Número muito engraçado, contando com a participação (apreensão) do público.

A banda mariliense Partido dos Poetas Pobres fez um grande show. Já conhecia e sou fã da banda. Aprovo!

partido

Diretamente de Pernambuco, Sambê fez uma apresentação bem dançante. Infelizmente, detestei. Não é culpa dele, o problema sou eu.

Às 23 horas, Festival do Minuto, com os melhores vídeos de 2009, no Clube de Cinema. Todo ano, espero ansiosamente a exibição. Se você nunca viu, dê um jeito! Saí correndo ao final para pegar o início da primeira grande apresentação musical, Cachorro Grande!

cachorrogrande2

Como sempre, os gaúchos fizeram um excelente show e empolgaram o grande público presente. Acredito que havia mais de duas mil pessoas no local.

Finalizada apresentação, boa parte do público se deslocou para o ginásio do Tênis Clube, onde houve Humor de Salto Alto, um stand up com Andrea Barreto, Micheli Machado, Carol Zoccoli e Wanessa Morgado. A Carol é aquela baixinha que concorreu ao oitavo elemento do CQC. Muito engraçada a participação dela, assim como a de Wanessa Morgado. O destaque negativo foi Micheli Machado, ex-Angeliquete (?), que abusou de piadas prontas e de apelação sexual.

Fui para casa eletrizado tentar dormir um pouco, pois na manhã seguinte já teria mais atrações. Minha intenção era de estar às 10 horas na avenida, para conferir a fantástica Banda de Percussão da Legião Mirim de Marília, mas só tive forças para ver a Banda Marcial de Marília, às 11, e um grupo de capoeira, ao meio-dia.

Almocei e retornei às 14 horas, quando tive a grata surpresa de descobrir que a banda Sapato Baixo não era de forró universitário, e sim de rock. Muito animação. O repertório é aquele meia-boca de sempre, mas o carisma do vocalista faz o diferencial.

Na sequência, o grupo Circo Mímico realizou a performance Quixote. É uma nova visão sobre a obra de Miguel de Cervantes, já tão batida. Não gostei.

Às 15:30, na minha opinião o melhor de toda a Vira Cultural, os cariocas da banda de rockabilly Canastra. Foi es-pe-ta-cu-lar. Sem mais palavras. (é a banda do ex-Los Hermanos Rodrigo Barba)

canastra_my

Para fechar o evento, Paralamas do Sucesso. Se esforçaram um pouco, mas não me animam mais como há dez anos, quando da última apresentação do grupo aqui na cidade.

Embora houve pouquíssimas atrações de que não gostei, foi perfeito. Atrações de qualidade para todos os gostos com muito profissionalismo da parte técnica. Só faltou a minha Fufis por aqui =/

Virada Cultural, até o ano que vem!

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(Recuperei este texto do meu antigo blog, linkado ao lado, por dois motivos: está esfriando; estou para fazer 30 anos. Impossível melhor ocasião para recuperar esta resenha, do meu filme favorito.)

Sabe quando você assiste a um filme, que normalmente não é uma mega produção, e quando ele termina bate uma saudade monstruosa do que acabou de ver, como se não quisesse que jamais terminasse? É disso que estou falando.

Cada pessoa tem seus filmes preferidos, e Brincando de seduzir (Beautiful girls) é o meu, em posição de destaque na estante. Você terá que ir a uma boa locadora para encontrar essa comediazinha romântica dramática lançada em 1996. Aliás, uma locadora que ainda tenha VHS, pois ainda não saiu em DVD. Vá, porque vale a pena.

Brincando de seduzir tem um roteiro ultrassimples e batido. Conta a história de alguns amigos que se encontram no aniversário de formatura da turma, coisa típica de americano. A grande sacada é que o filme não trata da festa, e sim dos losers em que se tornaram esses personagens.

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O início é de uma poesia cortante. Willie, o protagonista, interpretado magistralmente por Timothy Hutton, junta as gorjetas de sua noite como pianista. Despede-se do dono do bar e caminha entre o gelo e a neve do inverno americano em direção à rodoviária, a caminho de sua casa e de seu passado.

Ele está em dúvida, repensando os passos, sua história. Apostou seus sonhos em algo que não conseguiu realizar. A volta para casa é, também, uma volta ao início de sua trajetória, uma analise de “onde eu errei?” e “o que faço agora?”.

Tal retorno tem um quê de traumático, afinal só quem viveu em uma cidade pequena sabe: nada muda. Seus amigos, tão losers quanto ele, continuam os mesmos, para o bem e para o mal. Tommy (o básico Matt Dillon) é um limpador de gelo e continua dividido entre duas garotas (Sharon e Daryan – respectivamente Mira Sorvino e Darian Smalls). Paul, em uma excelente interpretação de Michael Rapaport, continua um moleque com zilhões de pôsteres de mulheres nuas nas paredes do quarto. E Mo (o ótimo Noah Emmerich) está casado. Todos eles beirando os 30 anos. Todos eles losers de carteirinha.

Mas, o filme não é sobre homens. É sobre garotas, belas garotas (como sugere o título original). E como essas belas garotas influenciam a vida dos nossos pobres amigos losers.

Willie volta para casa com uma dúvida cruel: casar ou não casar? Seis meses de namoro com uma advogada e lá está ele, na encruzilhada, sem nem sequer saber sobre si mesmo.

Marty (Natalie Portman – perfeita no papel), como uma Lolita de Nabukov, ou uma Joey de Kevin Willianson, sempre com a palavra certa na hora certa, é uma bela garota. Uma bela garota de… 13 anos. Só os diálogos de Willie e Marty já valem o filme.

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Gina (a genial Rosie O’Donnell) é outra suposta bela garota. Seu “solo” no supermercado explicando que homens sonham com modelos (irreais), mas casam com as normais (reais), consiste em outro grande momento.

E Andera (Uma Thurmam, indispensável), bem, é publicitária e renova a improvável equação “garota bonita e inteligente”. Frases como “tudo que eu preciso é de um cara que me chame de docinho na hora de dormir” ou “tudo que eu preciso à noite é de um dry martini e Van Morrison” ficam ressoando na cabeça durante dias.

A trilha sonora é excelente e centrada basicamente em standards americanos. Coisas como Me and Mrs. Jones, de Billy Paul, ou Sweet Caroline, de Neil Diamond, que rendem outros dos grandes momentos do filme.

Traz também belas canções perdidas no tempo, como Graduation day, do cavaleiro solitário Chris Isaak, I’ll miss you, do Ween, e uma dobradinha sensacional dos americanos dos Afghan Whigs, fazendo covers de duas canções — uma delas de Barry White —, com direito a ponta em um pub tocando a maravilhosa Be for real, para embalar a dança de Andera e Paul.

No geral, Brincando de seduzir é cinema sem pretensão, com o intuito único de mostrar as dificuldades da passagem tardia para a vida adulta. Consegue bem isso. Consegue divertir e fazer pensar.

Afinal, onde eu errei? O que faço agora? Sedução é brincadeira? O que é real? O que você imagina ou imaginava estar fazendo aos 30 anos? Isso é cinema.

Direção: Ted Demme. 1996. 113 min.

Música do dia: Sweet Caroline, Elvis Presley.

Sabe quando você assiste a um filme, que normalmente não é uma mega produção, e quando ele termina bate uma saudade monstruosa do que acabou de ver, como se não quisesse que ele jamais terminasse? É disso que estou falando.
Cada pessoa tem seus filmes preferidos e Brincando de Seduzir (Beautiful Girls) é um dos meus, em posição de destaque na estante. Você terá que ir a uma boa locadora para encontrar essa comediazinha romântica dramática lançada em 1996. Aliás, uma locadora que ainda tenha VHS, pois ainda não saiu em DVD. Vá, porque vale a pena.
Brincando de Seduzir tem um roteiro ultra-simples e batido. Conta a história de alguns amigos que se encontram no aniversário de formatura da turma, coisa típica de americano. A grande sacada é que o filme não trata da festa, e sim dos losers em que se tornaram esses personagens.

Trabalhando com governo federal

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Não comentei aqui  no blog antes, mas enfim encerrei um longo projeto de revisões para o governo federal. Fui contratado para corrigir e aprimorar o texto de inúmeros artigos científicos das áreas de pecuária e agrária.

Brasil_governo_logo

Foi uma experiência muito enriquecedora. Aproveito para agradecer a oportunidade e a confiança.

E as novidades são…

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E aí, pessoal! Como vão?

Vou bem. Apenas dei uma desinteressada por escrever nos últimos tempos. Preciso de férias. Sério mesmo.
Seis anos descansando apenas nas proximidades do Natal não é mole. Claro que isso rende bons frutos, senão não valeria a pena. Umas das últimas conquistas com a labutada constante foi que troquei de carro. Agora sim!

Mas é hora de desacelerar. Adoro trabalhar, mas um tempo para revigorar faz milagres. Infelizmente, não conseguirei tirar uns dias na época da Copa do Mundo. Seria perfeito. Ok, vamos adiando os planos. Quem sabe no fim do ano não valha mais a pena (não é, Fufis?).

Lembrando, a minha coluna no site Toscochanchada ainda existe (Futebol no Underground). Meu último post contém só jogadores bonitos, rs. Vale a pena conferir, mulherada. Aliás, o que vale realmente a pena conferir é o podcast do site. Simplesmente hilários.

Música do dia: Zero (Smashing Pumpkins)